Da redação - Assú Notícia: O delegado da Polícia Civil do Rio Grande do Norte, Dr. Valério, informou à imprensa no final da tarde desta terça-feira (17) que a Justiça atendeu ao pedido da autoridade policial e converteu em prisão preventiva as detenções dos três homens presos durante a operação realizada na última segunda-feira (16), em Assú.
Os presos são Pedro Lucas Tavares da Silva, conhecido como “Gago”, Emerson Mateus Faustino Dantas, o “Rato”, e Erivanaldo Firmino Dantas, o “Zé”. Eles haviam sido detidos inicialmente em flagrante após serem abordados com armas de fogo, incluindo uma pistola com numeração adulterada.
Em coletiva anterior, o delegado já havia informado que solicitariam à Justiça a conversão da prisão em flagrante para preventiva, com o objetivo de aprofundar as investigações. Segundo ele, há fortes indícios de que o trio tenha envolvimento em homicídios ocorridos no município desde o ano passado.
Uma das linhas de investigação apura a possível ligação de uma das armas apreendidas com o assassinato de Rafael Rodrigues dos Santos, ocorrido no bairro Vertentes, no início deste mês.
Além disso, a Polícia Civil informou que, com autorização judicial, irá analisar os aparelhos celulares apreendidos durante a operação e aguarda o resultado do exame de comparação balística, que poderá confirmar se as armas foram utilizadas em crimes registrados na cidade.
Segundo o delegado, há indícios de que os suspeitos poderiam estar se preparando para cometer novos crimes antes da prisão, possivelmente homicídios.
Entenda a diferença entre prisão em flagrante e prisão preventiva
A prisão em flagrante ocorre quando uma pessoa é detida no momento em que está cometendo um crime, acaba de cometer, ou é encontrada logo depois com provas que indiquem sua participação. Nesse tipo de prisão, a detenção é imediata, realizada pelas forças de segurança, e o suspeito é conduzido à delegacia.
No entanto, a prisão em flagrante é uma medida inicial e temporária. Após a detenção, o caso é analisado pela Justiça, que pode tomar algumas decisões, como conceder liberdade, aplicar medidas cautelares ou converter a prisão em flagrante em prisão preventiva.
Já a prisão preventiva é uma medida determinada por um juiz, geralmente a pedido da Polícia Civil ou do Ministério Público, quando há indícios de que o suspeito possa voltar a cometer crimes, interferir nas investigações, ameaçar testemunhas ou fugir.
No caso do trio preso em Assú, a conversão da prisão em flagrante para preventiva permite que eles permaneçam detidos enquanto a investigação avança, garantindo que a Polícia Civil tenha tempo necessário para reunir provas, analisar os materiais apreendidos e esclarecer o possível envolvimento em outros crimes.







