DEPUTADO FEDERAL PELO RN, GENERAL GIRÃO É AUTUADO EM BLITZ DA LEI SECA

O deputado federal General Girão (União Brasil) foi autuado em uma blitz da Lei Seca na praia de Cotovelo, na Grande Natal, na terça-feira (1º) de carnaval.

O auto de infração aponta que o parlamentar se recusou a fazer o teste do etilômetro. A informação foi confirmada ainda pelo coordenador da Operação Lei Seca no RN, o capitão da Polícia Militar Isaac Paiva.
O deputado, no entanto, disse que realizou o teste do bafômetro. Segundo General Girão, ele saía de um jantar com a família quando foi parado na blitz na Avenida Praia de Cotovelo.
"Diferente do que consta no auto de infração, na ocasião foi realizado o teste do etilômetro, mais conhecido como teste do bafômetro, com um equipamento que não tinha a necessidade de assoprar. Por orientação do agente de trânsito, dei lugar à outra pessoa habilitada para conduzir o veículo", emitiu em nota.
O parlamentar disse ainda que ao perceber a blitz, seguiu o procedimento normal, sem desviar do caminho e reforçou que não se negou "a realizar qualquer tipo de exame sugerido pelas autoridades policiais no local".
Ele disse ainda que não se identificou como deputado federal ou como general do Exército.
O coordenador da Operação Lei Seca no RN, capitão Isaac Paiva, confirmou que "em nenhum momento ele [General Girão] tentou usar de seu cargo para obter benefício" e que "agiu dentro da normalidade para situação". O coordenador ainda reforçou que a divulgação do ocorrido não partiu dos policiais da Operação Lei Seca.
A multa para a recusa de realizar o teste do etilômetro é de R$2.934,70, além da suspensão por 12 meses da carteira de motorista.

Veja nota completa do deputado General Girão:
"Na noite da última terça-feira (1), no Litoral Sul, após jantar com minha família, fui abordado pela Blitz da Lei Seca e, diferente do que consta no auto de infração, na ocasião, foi realizado o teste do etilômetro, mais conhecido como teste do bafômetro, com um equipamento que não tinha a necessidade de assoprar. Por orientação do agente de trânsito, dei lugar à outra pessoa habilitada para conduzir o veículo.
Reitero que assumi a responsabilidade da infração de trânsito e, mesmo tendo avistado a barreira policial com certa distância, não me desviei da direção nem me neguei a realizar qualquer tipo de exame sugerido pelas autoridades policiais no local. Acrescento que, em nenhum momento durante a abordagem, me identifiquei como deputado federal nem como General do Exército.
Com base no princípio do contraditório e da ampla-defesa, usarei dos meios administrativos a fim de contestar o alegado no auto de infração e, como qualquer cidadão brasileiro, estarei sujeito aos trâmites legais para fazer valer os meus direitos e deveres.
O que me causa surpresa e certa indignação é a divulgação do auto de infração com os meus dados para fins meramente eleitoreiros e políticos, infringindo a Lei Geral de Proteção de Dados e regras administrativas, onde, também utilizarei dos meios direitos a fim de buscar os responsáveis pela divulgação.
Por fim, parabenizo a Polícia Militar por ter exército seu papel, uma vez que a Lei deve ser igual para todos". G1RN

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