SECRETARIA INVESTIGA AGRESSÕES DE POLICIAL PENAL CONTRA PORTEIRO DE CONDOMÍNIO EM NATAL

A Polícia Civil e a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) estão investigando o policial penal Rafael Cortez Rabelo Dantas, de 33 anos, após ele agredir um porteiro de 55 anos, no dia 16 de outubro, em Ponta Negra.
As agressões aconteceram no dia 16 de agosto, mas só tomaram repercussão no último final de semana, com a divulgação de um vídeo nas redes sociais. O profissional chegou a ser afastado pela empresa que trabalha por 30 dias, para tratamento médico e acompanhamento do caso.
Em matéria divulgada pela InterTV Cabugi nesta terça-feira (26), o porteiro agredido por um policial penal em um condomínio da Zona Sul de Natal afirmou que recebeu ameaças de morte. “Eu tenho que voltar a trabalhar. Como eu vou trabalhar num condomínio desse, sendo ameaçado de morte? Não tem como eu trabalhar num condomínio desse”, disse.
Além disso, foi verificado que o policial chegou a utilizar uma arma de fogo para ameaçar a vítima, um homem de 53 anos. “Ele saiu pra uma reserva na churrascaria, conversou com um amigo dele, pegou uma pistola, voltou de novo e me agrediu de novo. Até cair eu caí, quebrando os dedos da mão”, contou o porteiro.
O porteiro teve uma parte da face, o punho e a mão machucados. Ele já havia fraturado o rosto em uma queda, mas teve alguns ossos afundados com as pancadas. Outros dois porteiros presenciaram a agressão. “Inclusive eu acho que ele não me matou lá, porque os meninos entraram no meio”, disse o profissional.
O porteiro prestou queixa na Polícia Civil e uma investigação está sendo realizada. Além disso, condomínio também abriu uma investigação para realizar um procedimento administrativo e averiguar se o policial penal vai ser punido através de expulsão.
Problemas anteriores 
Segundo o diretor da empresa, o profissional é querido pelos moradores, mas já teve problemas anteriores com o policial penal. “Já havíamos recebido algumas situações lá no condomínio entre ele e esse morador. Algumas coisas mais antigas, mas de cumprimento de procedimentos por parte do porteiro”, disse Paulo Costa.
“Muitas vezes o morador quando ele quer descumprir algo, acha que o funcionário está querendo passar por cima da autonomia dele como morador, mas quando esse ato está além dos limites do regulamento, o porteiro e os administradores têm que intervir e muitas vezes as pessoas acham que estão sendo intimidadas ou amedrontas por eles estarem apenas cumprindo a função”, complementou. AgoraRN

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