Da redação - Assú Notícia: Os médicos que atuam nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) do Hospital Regional Nelson Inácio dos Santos, em Assú, e do Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró, decidiram iniciar a restrição dos atendimentos após uma nova reunião realizada pelo Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed-RN) nesta terça-feira (13). A informação foi divulgada oficialmente pela entidade.
Segundo o Sinmed-RN, a restrição teve início às 18h desta terça-feira e ocorrerá de maneira gradual. À medida que os pacientes receberem alta e os leitos forem desocupados, novos pacientes deixarão de ser admitidos, até que, segundo a decisão anunciada pela categoria, ocorra a desativação total dos leitos.
O impasse envolve o pagamento referente ao mês de maio, que permanece pendente. Em setembro, os médicos receberam os valores relativos a março e abril após mobilizações da categoria, mas a remuneração de maio continuou em aberto.
De acordo com o sindicato, a preocupação também envolve o encerramento, previsto para o fim deste mês, do contrato entre a empresa SAMA e a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). O Sinmed-RN afirma não ter recebido esclarecimentos oficiais suficientes sobre a regularização dos valores pendentes.
Por outro lado, a Sesap apresentou uma versão diferente sobre o andamento do pagamento. O secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, afirmou que o Estado mantém um acordo com a SAMA e o Ministério Público para quitar o débito em quatro parcelas e reconheceu a existência de um mês em atraso. A Secretaria sustenta que os procedimentos para regularização estão em andamento.
A restrição já havia sido discutida em reunião realizada no último sábado (10). Na ocasião, os profissionais decidiram aguardar até a assembleia desta terça-feira para definir a medida caso não houvesse solução para o pagamento.
Com a decisão, a situação passa a afetar diretamente a disponibilidade de leitos de terapia intensiva em dois importantes hospitais regionais do interior do Rio Grande do Norte. O Sinmed-RN mantém a cobrança por um posicionamento oficial e por medidas que garantam o pagamento dos profissionais.








