MULHER PERDE R$ 23 MIL NO “GOLPE DO FALSO ADVOGADO”; DINHEIRO SERIA USADO EM TRATAMENTO CONTRA CÂNCER

Da redação - Assú Notícia:
Uma mulher identificada como Helena Maria procurou a Delegacia de Plantão da Polícia Civil, na noite desta quarta-feira (21), para registrar um Boletim de Ocorrência após ser vítima do chamado “golpe do falso advogado”. O prejuízo relatado chega a aproximadamente R$ 23 mil.

Segundo informações registradas pela vítima, Helena possui uma ação de indenização em tramitação na Justiça, com valores a receber. Aproveitando-se dessa circunstância, uma pessoa teria entrado em contato com ela se passando pelo advogado responsável pelo processo.

Durante a conversa, acreditando estar tratando de assuntos relacionados à ação judicial, Helena acabou fornecendo informações que, segundo seu relato, teriam possibilitado ao criminoso obter acesso à sua conta bancária.

R$ 16 MIL RETIRADOS E EMPRÉSTIMO DE R$ 7 MIL

Ainda conforme o relato apresentado à Polícia Civil, o golpista conseguiu retirar R$ 16 mil que estavam disponíveis na conta da vítima.

O prejuízo aumentou quando Helena descobriu que também teria sido contratado, sem sua autorização, um empréstimo de R$ 7 mil em seu nome.

Somadas as duas operações, o prejuízo financeiro chega a aproximadamente R$ 23 mil.

A situação se torna ainda mais delicada porque, segundo a vítima, parte do dinheiro que estava guardado seria destinada a auxiliar nas despesas relacionadas ao tratamento contra o câncer ao qual Helena está sendo submetida, incluindo sessões de quimioterapia.

CASO SERÁ INVESTIGADO

Após o registro do Boletim de Ocorrência, o caso deverá ser encaminhado para investigação da Delegacia Especializada em Falsificações e Defraudações (DEFD).

A investigação deverá buscar identificar o responsável pelo contato, rastrear as movimentações financeiras e esclarecer de que maneira os dados da vítima foram utilizados.

O caso também serve de alerta para uma modalidade de fraude que utiliza informações sobre processos judiciais para dar credibilidade à abordagem. Ao receber mensagens envolvendo liberação de indenizações, pagamentos ou movimentações bancárias, a orientação é não fornecer senhas, códigos de confirmação ou dados bancários e confirmar o contato diretamente com o advogado ou escritório responsável, utilizando números já conhecidos.