POLÍCIA CIVIL INDICIA SEIS POR ATENTADO CONTRA VEREADOR DE MOSSORÓ CABO DEYVISON

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte indiciou seis pessoas por envolvimento no atentado que feriu o vereador de Mossoró e candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL) e resultou na morte do assessor Alyson Dyego de Oliveira Morais. Segundo as conclusões divulgadas nesta terça-feira 29, o ataque foi planejado, teve divisão de tarefas e estaria relacionado à atuação pública do parlamentar contra organizações criminosas e suas lideranças.

De acordo com a Polícia Civil, parte da preparação e do acompanhamento do crime ocorreu em um grupo de WhatsApp denominado “Missão”.

Dos seis indiciados, três foram apontados como responsáveis pela execução do atentado, dois pela coordenação e um pela participação consciente no crime. A investigação também identificou referências a um sétimo suspeito, conhecido como “União”, que integraria o núcleo de coordenação, mas cuja identidade ainda não foi confirmada.

Embora o inquérito tenha sido encaminhado ao Poder Judiciário, com vista ao Ministério Público, as diligências continuam para identificar esse investigado e verificar a participação de outras pessoas.

O atentado aconteceu na noite de 15 de junho de 2026, em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel, na Zona Leste de Mossoró. Cabo Deyvison, que também é policial militar do Ceará, realizava uma transmissão ao vivo nas redes sociais quando foi atacado. Alyson Dyego, assessor e cinegrafista responsável pelas imagens, estava ao lado do parlamentar e morreu após ser atingido pelos disparos. O vereador foi baleado nas pernas e sobreviveu.

Após ser baleado, Cabo Deyvison recebeu os primeiros atendimentos na própria UPA do Alto de São Manoel e foi transferido para o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). No dia seguinte, passou por cirurgia para retirada de um projétil alojado no joelho. Ele também recebeu atendimento no Hospital da Polícia Militar, em Mossoró, e recebeu alta no dia 18 de junho.

Três homens armados chegaram ao local em um Toyota Corolla preto e efetuaram diversos tiros contra o grupo. As investigações apontam que o alvo da ação era o vereador. As diligências apontaram uma articulação entre os envolvidos, com funções distintas na preparação, na execução e no acompanhamento do ataque, além da utilização de veículos na ação e na fuga.

Entre os elementos reunidos, estão imagens de videomonitoramento, depoimentos, reconhecimentos e impressões digitais encontradas nos veículos utilizados pelos suspeitos. A investigação também incorporou perícias balísticas, armas e munições apreendidas, dados telemáticos e mensagens trocadas pelos próprios investigados. Segundo a Polícia Civil, esse conjunto permitiu estabelecer a participação atribuída a cada um e sustentar os indiciamentos.

Os enquadramentos foram definidos conforme a participação individual apontada pela investigação. A relação inclui homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificado, participação em organização criminosa armada, domínio social estruturado, crimes relacionados a armas de fogo, adulteração de sinal identificador de veículo, sequestro e fraude processual. AgoraRN