Da redação - Assú Notícia: O Rio Grande do Norte concentra 90 das 213 barragens classificadas como prioritárias para ações de segurança no Brasil, segundo o Relatório de Segurança de Barragens 2026, divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O número representa 42,3% de todas as estruturas que exigem maior acompanhamento no país.
De acordo com a ANA, a classificação não significa risco iminente de rompimento, mas indica a necessidade de reforçar o monitoramento, a manutenção e a adoção de medidas preventivas para garantir a segurança das barragens.
Das 90 barragens listadas, 45 são administradas pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) e outras 45 pertencem à iniciativa privada.
O levantamento também aponta que 85 barragens potiguares possuem dano potencial alto ou médio, enquanto 36 apresentam categoria de risco elevada, critérios utilizados para definir a necessidade de maior atenção por parte dos órgãos responsáveis.
Segundo a Semarh, atualmente 28 barragens estão em processo de recuperação, enquanto outras 17 passarão por obras. O órgão afirma ainda que todas as estruturas sob sua responsabilidade passam por inspeções técnicas periódicas e reforça que nenhuma apresenta risco iminente de rompimento.
Outro dado que chama atenção é que, entre as barragens administradas pelo Estado, apenas três possuem Plano de Segurança de Barragens (PSB) e Plano de Ação de Emergência (PAE): Oiticica, Passagem das Traíras e Lucrécia. As demais estão em processo de adequação à legislação federal.
Nos últimos anos, o Governo do Estado informou ter investido mais de R$ 1 bilhão, somando recursos estaduais e federais, em obras de construção, recuperação e manutenção de barragens. A estimativa da Semarh é que sejam necessários cerca de R$ 30 milhões por ano para garantir a manutenção preventiva e a segurança dessas estruturas.
A Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Norte (Faern) defendeu novos investimentos na recuperação das barragens e na ampliação da infraestrutura hídrica, destacando que a segurança dos reservatórios é essencial para o abastecimento humano, a irrigação e a produção agropecuária no estado.









