Uma operação de transplantes mobilizou equipes da saúde e da segurança pública na manhã desta quinta-feira (16). A aeronave Potiguar 02 transportou dois rins e um coração de Mossoró para Natal, onde os órgãos seguiram para procedimentos de transplante.
O coração foi destinado a um paciente de 67 anos, atualmente o único inscrito na fila do Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Norte à espera de um transplante cardíaco. Já os dois rins também foram encaminhados para receptores cadastrados no sistema estadual de transplantes. Por isso, as equipes organizaram uma força-tarefa para garantir que os órgãos chegassem aos hospitais dentro do tempo adequado.
O doador foi um homem que sofreu traumatismo cranioencefálico após um acidente de motocicleta. Após a confirmação da morte encefálica e a autorização da família, a Central de Transplantes iniciou a captação dos órgãos.
Além disso, cardiologistas do Hospital Rio Grande participaram da retirada do coração, enquanto a equipe médica realizou a captação dos rins seguindo todos os protocolos necessários para preservar a viabilidade dos órgãos.
Logo após a captação, a aeronave Potiguar 02 decolou de Mossoró com destino a Natal. O avião pousou no Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar, de onde os órgãos seguiram em ambulâncias para os hospitais responsáveis pelos transplantes.
Além disso, batedores da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) escoltaram os veículos para reduzir o tempo de deslocamento. Enquanto isso, as equipes médicas mantiveram os pacientes preparados para o início dos procedimentos.
A ação contou com profissionais da Central de Transplantes da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), médicos, enfermeiros, equipes de apoio, Polícia Militar e agentes da STTU.
Além da logística aérea e terrestre, a integração entre os órgãos públicos garantiu que os dois rins e o coração chegassem aos hospitais dentro do tempo recomendado para a realização dos transplantes.
A Sesap reforça que a doação de órgãos depende da autorização da família após a confirmação da morte encefálica do doador. Além disso, a rapidez na captação e no transporte aumenta as chances de sucesso dos transplantes, especialmente no caso do coração, que possui um tempo reduzido de preservação fora do corpo.
No Rio Grande do Norte, operações integradas como esta reúnem equipes da saúde, forças de segurança e órgãos de trânsito para agilizar o transporte dos órgãos e ampliar as oportunidades de salvar vidas. Ponta Negra









