A Polícia Federal apreendeu R$ 219 mil em espécie durante a Operação Mederi, deflagrada na manhã desta terça-feira (27), em diversos municípios do Rio Grande do Norte. De acordo com o balanço final apresentado pela PF, o valor foi encontrado em sete locais de busca.
Além disso, a operação ainda apreende dois veículos, 20 celulares e 17 outras mídias, como pen-drive e computador. Ao todo, foram cumpridos 35 mandatos de busca e apreensão no estado, além da adoção de medidas cautelares e patrimoniais. As ações aconteceram em oito municípios potiguares: José da Penha, Mossoró, Natal, Paraú, Pau dos Ferros, São Miguel, Serra do Mel e Upanema.
As investigações apontam para irregularidades em contratos de fornecimento de insumos para a rede pública de saúde, envolvendo empresas sedadas no Rio Grande do Norte que atuavam junto às administrações municipais de diversos estados. As auditorias identificaram falhas na execução contratual, incluindo acusações de não entrega de materiais, adequadamente inadequados e sobrepreço.
Durante a ação, equipes foram até a Dismed Distribuidora de Medicamentos, localizada no bairro Aeroporto, em Mossoró. Nossa equipe entrou em contato com a Dismed pelo telefone fixo da empresa, que funciona para o envio de mensagens, mas respondemos apenas com mensagens automáticas. Nós ligamos para o fixo e o telefone, que não completa a chamada. Entramos em contato também pelas redes sociais da empresa, mas não há resposta verdadeira.
Ainda de acordo com a PF, as prefeituras com medidas são Mossoró, Serra do Mel, Tibau, Paraú, São Miguel e José da Penha. A Prefeitura de José da Penha se posicionou em nota e informou que "tal procedimento é comum" e acrescentou que "foi alvo desta operação por possuir contratos com a empresa investigada durante os anos de 2023 a 2025".
O prefeito de São Miguel, Dr. Leandro Rego, utilizou as redes sociais para se pronunciar sobre a operação. “As investigações são direcionadas às empresas investigadas, recaindo sobre vínculos firmados ainda na gestão anterior, abrangendo o período de 2023, 2024 e 2025”, pontuou.
A Câmara de São Miguel também anunciou e explicou que a operação se concentrou no contrato com a empresa Dismed - firmado, segundo a nota - nas gestões anteriores. Ainda assim, a prefeitura destacou que “já conduzia os trâmites internos para a realização de um novo processo licitatório”.
Já a Prefeitura de Serra do Mel esclareceu "que não houve busca e apreensão em nenhum órgão do município e que as diligências ocorreram sem prejuízo aos serviços públicos e reafirma seu compromisso com a transparência e a legalidade, colaborando integralmente com as autoridades competentes".
Em nota, a Prefeitura de Pau dos Ferros esclareceu que não foi alvo de mandatos durante a operação. Segundo o texto, a ação teria ocorrido em um escritório particular. O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, um dos alvos da ação, já havia se pronunciado sobre o caso. “Não há nenhum fato que vincule pessoalmente o prefeito Allyson Bezerra, tendo a medida sido ferida com base em diálogos envolvendo terceiras pessoas”, afirmou.
As prefeituras do Paraú, Upanema e Tibau foram procuradas, mas não se pronunciaram até a publicação desta matéria. Os investigados poderão responder por crimes relacionados a desvios de recursos públicos e por fraudes em contratações administrativas. A operação foi realizada de forma conjunta entre a PF e a Controladoria-Geral da União.
Matéria atualizada às 15h26 para acréscimo de posicionamento das prefeituras - Portal Tropical







