CASO ZAIRA: DEFESA DE PM AFIRMA QUE UNIVERSITÁRIA MORREU DE FORMA NATURAL; JÚRI COMEÇA NA SEGUNDA-FEIRA

A defesa do policial militar Pedro Inácio, acusado de matar a estudante Zaira Cruz, afirmou que a jovem morreu de forma natural. A morte aconteceu em março de 2019. Ele está preso e começará a ser julgado a partir da próxima segunda-feira (1º). O advogado de defesa, Jader Marques, ainda demonstrou preocupação como pedido do Ministério Público para impedir a exibição de simulações em 3D, reconstruções técnicas e materiais periciais produzidos pela defesa, além de tentar barrar a apresentação do parecer do assistente técnico aos jurados.

"Ainda bem que o magistrado vem conduzindo o processo de uma maneira muito tranquila. Ele rechaçou essa impugnação do MPRN e manteve nos autos. Então, os jurados terão a oportunidade de ter acesso à prova cabal de que Pedro não praticou o crime de estupro e de homicídio contra Zaira", afirmou em entrevista nesta sexta-feira (28).

A defesa sustenta que houve graves erros periciais durante a investigação. Segundo a equipe, as análises independentes e as reconstruções tridimensionais juntadas aos autos são fundamentais para demonstrar, entre outros pontos, que não há registro de marcas no pescoço, o que na interpretação da equipe técnica seria incompatível com a hipótese de morte por esganadura. Para Marques, Zaira morreu de causas naturais.

"Nós temos reprodução por 3D, temos pareceres que fazem uma reprodução simulada com fotografias, temos um parecer técnico de um perito, que é um perito internacionalmente renomado, que mostra que Zaira não foi asfixiada", considerou.

Os advogados afirmam que apenas a apresentação integral das provas técnicas poderá permitir que os jurados compreendam o que classificam como “inconsistências da versão oficial”. A expectativa da defesa é que o Poder Judiciário assegure aos jurados acesso a todas as informações relevantes, incluindo análises científicas que, segundo eles, podem corrigir um erro grave e evitar uma injustiça. Portal Tropical