A Polícia Civil detalhou a operação que resultou na apreensão de 1,2 tonelada de cocaína na praia da Redinha, na zona Norte de Natal. A apreensão aconteceu entre a noite de domingo (28) e a manhã desta segunda-feira (29). A droga está avaliada em mais de R$ 150 milhões. Três pessoas foram presas durante a ação, incluindo um policial militar aposentado.
Na primeira fase da operação, as equipes recuperaram cerca de 600 kg de droga, que foram transportados em um veículo. Além dos entorpecentes, dois carros também foram apreendidos. Pela manhã, outros 600 kg de cocaína foram localizados em uma área da praia, nas proximidades do mangue.
O delegado Cidorgeton Pinheiro revelou os detalhes da ação. "Não sabemos ainda para onde a droga iria, como iria, de onde vinha. Sabemos que estava na zona Norte de Natal e seria transportada para a Redinha. Se ela iria para um navio ou se iria para a zona Sul da cidade, não temos essa informação", disse em entrevista coletiva.
Segundo o delegado, o policial militar, identificado como Hércules Vagner Rodrigues Monteiro, atuou na proteção da carga. Ele já havia sido afastado da corporação por problemas psiquiátricos. A defesa do PM aposentado disse que ele não tem envolvimento com os outros presos. "O policial militar fez a proteção da carga. Na noite de ontem, houve a confirmação disso. Em duas oportunidades que fizemos a vigilância da carga, ele fez a proteção. No momento em que iniciamos a operação, houve a necessidade de uma equipe fazer a contenção dele e a outra fazer a apreensão da droga", acrescentou.
O delegado apontou ainda que não é possível afirmar o envolvimento de alguma facção criminosa. “Temos consolidada uma organização criminosa, mas o envolvimento de facção, ainda não temos”, completou.
O advogado de dois dos três presos afirmou que os clientes não sabiam do que se tratava a carga e que estariam apenas transportando "muambas". Pablo Victor Silva de Almeida Ramos, o apelidado de Potiguar, e Eliedson Dias Lima Santos, o baiano, foram detidos durante o transporte de parte da carga em um Fiorino.
Além da Polícia Civil, a Receita Federal também participou da operação. "A integração entre a Receita Federal e a Polícia Civil evidencia a importância da cooperação entre instituições, ampliando a eficácia das ações conjugadas e somando inteligência e capacidade operacional. Essa união garante respostas rápidas e efetivas à sociedade em defesa da legalidade, da economia e da segurança pública, representando uma das maiores apreensões de cocaína já registradas no Rio Grande do Norte", destacou a Receita. Portal Tropical









