DECRETO DA GOVERNADORA FÁTIMA BEZERRA 'ALGEMA' FISCALIZAÇÃO DO NORE EM ASSÚ E REGIÃO; VEJA

Da redação - Assú Notícia: A governadora do Estado do Rio Grande do Norte, no uso de suas atribuições, editou no dia 3 de dezembro de 2021 o decreto de número 31.158, dispondo sobre a reestruturação do Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE), entre outras providências. Nesse decreto, entre outras decisões, o que chamou a atenção foi a redução dos números de cidades de competência de fiscalização do 2º Distrito de Polícia Rodoviária Estadual (CPRE), sediado em Mossoró a qual engloba a cidade de Assu e Região. Antes do Decreto, o 2º DPRE cobria uma área de 30 cidades, agora ficou reduzido a 18. O núcleo de Assu, por exemplo, cobria anteriormente 11 cidades, hoje, 6. Esses números por si não revelam o "equívoco" do decreto, mas a sua divisão geográfica denota uma total falta de descompasso entre a divisão das unidades de trânsito e suas respectivas coberturas. Cidades como Ipanguaçu, Angicos, Afonso Bezerra, Pedro Avelino e Alto do Rodrigues pertencem agora, segundo essa nova divisão, à cidade de Natal. Como se não bastasse, Itajá ficou pertencendo a Nova Cruz. Dessa forma, a fiscalização de trânsito nessas áreas, que já era precária, agora vai piorar. Imagine você se envolver em um acidente de trânsito e ter que esperar uma viatura vir de Natal para registrar o Boletim na RN 118 ou ainda ter que suportar baderneiros com canos sporte fazendo barulho nas referidas cidades. Muito se especula sobre esse decreto, mas uma verdade é irrefutável: quando o NORE de Assu fazia qualquer tipo de fiscalização nessas referidas cidades, os políticos locais entravam em contato com seus representantes maiores, deputados, secretários e governo para sustar as ações de trânsito em seus redutos eleitorais. Medidas como essas enfraquecem mais ainda os órgãos de trânsito que padecem da falta de estrutura desde sempre. Como se não bastasse a falta de efetivo, o NORE de Assu está há mais de dois meses sem o etilômetro, equipamento fundamental para fiscalização de embriaguez ao volante. Além disso, o efetivo do trânsito recebe ordens para diminuírem as autuações por falta de talonário. A população percebe o reflexo dessa precariedade por meio dos acidentes que tendem a aumentar, pelas infrações de trânsito que também aumentam e pela desordem de muitos condutores que insistem em não usar o capacete, em passar o sinal vermelho do semáforo e não usar o cinto de segurança. Ou seja, a ausência do Estado e decretos como este só aumentam a certeza da impunidade daqueles que vivem à margem das leis de trânsito.