PREFEITURA DE PARAÚ NÃO SE PRONUNCIA APÓS MEGA OPERAÇÃO DO GAECO EM COMBATE AO CRIME ORGANIZADO

Da redação - Assú Notícia:
Após 24 horas da mega operação que mobilizou uma grande força policial para cumprir mandados de prisão e busca apreensão em Paraú, na manhã de quarta-feira 05 de Maio de 2021, em alvos investigados desde 2020.
A operação cumpriu dois mandados de prisão em desfavor de Antônio Vicente Eufrásio Peixoto, marido da atual prefeita e Antônio Leodecio Fonseca, ambos investigados por desvio de dinheiro, peculato, associação criminosa e outros crimes.
Operação do GAECO repercutiu em todo o Rio Grande do Norte, e até o presente momento, a prefeita Maria Olímpia, não se pronunciou nem tão pouco deu satisfação a população.
Para cometer os supostos delitos, Vicente Eufrásio contava com o apoio de Antônio Leodecio Fonseca, servidor da Prefeitura de Paraú responsável pela autorização de “ordens de combustíveis”. Leodecio Fonseca também foi preso preventivamente.
O MPRN levantou que a possível atuação do grupo criminoso é permanente, desde o ano de 2018 até a presente data. A licitação da Prefeitura de Paraú para aquisição de combustíveis é de R$ 252.963,69. Mesmo assim, a empresa vencedora recebeu da Prefeitura entre os anos de 2019 e 2021 a quantia de R$1.298.689,16.
Dados da quebra de sigilo bancário e fiscal de Vicente Eufrásio apontam que ele teve movimentação financeira superior a 712% a 1377% da sua renda líquida no período de 2016 a 2020. 
O empresário Antônio Vicente Eufrásio Peixoto encontra-se, atualmente, inelegível, em razão de ter suas contas reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado do RN e, também, por uma condenação no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em uma Ação de Improbidade Administrativa. Por esse motivo, ele ficou impossibilitado de concorrer a cargos eletivos e tomar posse em cargos públicos. Na investigação, o MPRN detectou que ele atua no dia a dia da administração, havendo elementos que indicam a configuração do delito de usurpação do exercício de função pública.