O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) defendeu a manutenção da prisão preventiva de Vinicius Gabriel da Silva Freitas e José Antônio da Costa, investigados pela participação no atentado contra o vereador de Mossoró, Cabo Deyvison, ocorrido em junho deste ano. O parecer foi apresentado à 1ª Vara Criminal da Comarca de Mossoró e também trata da necessidade de ampliar o prazo para a conclusão do inquérito policial.
De acordo com o documento, os dois investigados foram presos em flagrante após uma perseguição que se estendeu até o estado do Ceará. Posteriormente, as prisões foram convertidas em preventivas pelo Poder Judiciário. O procedimento investiga crimes de homicídio qualificado consumado, tentativa de homicídio qualificado contra agente de segurança pública e sequestro.
Na manifestação, o promotor de Justiça Ítalo Moreira Martins afirma que a prisão preventiva dos investigados é regular e que a gravidade concreta dos crimes e a periculosidade dos envolvidos justificam a manutenção da custódia cautelar. O Ministério Público também destaca a necessidade de garantir a ordem pública e a continuidade da instrução criminal.
O parecer aponta ainda que permanecem diligências importantes para esclarecer completamente o caso. Entre elas estão a localização das armas utilizadas no crime, a identificação de um terceiro suspeito de participação no sequestro e a conclusão da extração dos dados dos celulares apreendidos durante a investigação.
Diante das diligências pendentes, o MPRN requereu a prorrogação do prazo investigativo por mais 10 dias, com o retorno dos autos à 16ª Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa de Mossoró (DHPP) para o cumprimento das medidas restantes. A manifestação foi apresentada no processo nº 0815910-05.2026.8.20.5106.
O atentado aconteceu na noite de 15 de junho, em frente à UPA do Alto de São Manoel, em Mossoró. Cabo Deyvison foi atingido por disparos nas pernas, enquanto seu assessor, Alyson Dyego de Oliveira Morais, morreu após ser baleado. Os dois suspeitos foram localizados no município de Beberibe, no Ceará, durante a fuga.
A investigação segue em andamento para esclarecer a participação de todos os envolvidos e a motivação do crime. A manifestação do Ministério Público não representa, por si só, uma decisão definitiva sobre a culpa dos investigados. Mossoró Patrulha


















