Da redação - Assú Notícia: A situação envolvendo o abastecimento das viaturas das forças de segurança em Assú se agravou nesta quinta-feira (22). Após o Assú Notícia revelar que postos credenciados pelo Governo do Rio Grande do Norte haviam suspendido o fornecimento de combustível e que apenas um estabelecimento permanecia atendendo os veículos, uma nova apuração trouxe uma informação ainda mais preocupante: o último posto que continuava abastecendo também suspendeu o serviço.
A informação foi apurada pelo repórter Jalisson Ferreira, do Assú Notícia.
Com a suspensão, as viaturas que atuam em Assú e na área de abrangência do 10º Batalhão da Polícia Militar (10º BPM) ficam diante de uma situação de incerteza quanto à continuidade do patrulhamento.
Até o momento, as equipes continuam normalmente nas ruas, realizando rondas e atendendo às demandas dentro das condições disponíveis. O problema é simples e preocupante: os veículos dependem de combustível para continuar operando.
Enquanto houver combustível nos tanques, as viaturas seguem rodando. Sem a retomada do abastecimento, porém, existe o risco de veículos ficarem impossibilitados de continuar o patrulhamento.
QUEM VAI ABASTECER AS VIATURAS?
A pergunta agora é direta: onde as viaturas serão abastecidas quando o combustível disponível acabar?
O Governo do Rio Grande do Norte precisa apresentar uma resposta urgente à população e, principalmente, aos profissionais de segurança que precisam de condições mínimas para trabalhar.
Também é necessário esclarecer oficialmente por que os postos credenciados suspenderam o fornecimento, se existem pendências financeiras ou administrativas com os fornecedores e quando o abastecimento será restabelecido.
Caso a interrupção esteja relacionada à falta de pagamento, caberá ao Governo explicar os valores eventualmente pendentes e as providências adotadas. Até que haja uma manifestação oficial, não é possível atribuir definitivamente a suspensão a uma dívida do Estado.
SEGURANÇA PÚBLICA NÃO PODE DEPENDER DO QUE RESTOU NO TANQUE
O cenário é preocupante porque viatura policial não é um veículo que pode simplesmente permanecer estacionado aguardando a resolução de um problema burocrático.
São esses veículos que realizam patrulhamentos, atendem ocorrências, prestam apoio à população e fazem deslocamentos para combater crimes em Assú e nos municípios atendidos pelas forças de segurança da região.
Uma eventual redução ou paralisação do patrulhamento pode comprometer a capacidade de resposta das forças policiais diante de ocorrências como assaltos, furtos, roubos, homicídios e outros crimes.
Não é possível afirmar que a falta de combustível necessariamente provocará uma onda de criminalidade, mas deixar viaturas sem condições de circulação reduz a capacidade operacional justamente de quem trabalha para prevenir e responder aos crimes.
GOVERNO PRECISA DAR UMA RESPOSTA URGENTE
A situação expõe uma falha grave que precisa ser solucionada pelo Governo do Estado. Independentemente de a origem ser financeira, contratual ou administrativa, permitir que todos os postos disponíveis suspendam o abastecimento coloca um serviço essencial sob risco.
A população paga impostos e espera que estruturas básicas, principalmente aquelas relacionadas à segurança pública, funcionem.
Não deveria ser necessário chegar ao ponto de policiais precisarem trabalhar olhando para o marcador de combustível e sem a certeza de onde poderão abastecer novamente.
O Assú Notícia busca esclarecimentos do Governo do Rio Grande do Norte e mantém espaço aberto para que a administração estadual explique o motivo da suspensão, informe se existem pendências com os postos credenciados e apresente uma previsão concreta para a retomada do fornecimento.
Enquanto uma solução não chega, as viaturas continuam patrulhando Assú e região enquanto ainda há combustível nos tanques.






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